Cépticos com Vox: Liberdade de expressão

 

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A propósito do atentado contra o jornal Charlie Hebdo, nas últimas semanas produziram-se copiosamente declarações de estrutura duvidosa a respeito da liberdade de expressão.

Por “declaração de estrutura duvidosa” entende-se uma afirmação seguida de um “mas” e de uma segunda afirmação que imediatamente desdiz a primeira, sendo um dos mais famosos exemplos disto, em território português, a declaração “Não sou fascista mas o que era preciso era outro Salazar”.

Desde gente universalmente conhecida (ex.: Papa Francisco) até gurus de café com a visibilidade de gurus de café (ex.: gurus de café) todos contribuíram para o debate com os seus 500 escudos, tendo-se concluído frequente e liminarmente que a liberdade de expressão acaba onde começa a sátira. E que a sátira, por sua vez, também acaba onde começa a sátira. Porque é sátira. Se a sátira não satirizasse podia satirizar. Mas satiriza. Temos pena. Assim não pode ser.

A liberdade de expressão e a forma como se pondera face a outras liberdades e a outras sensibilidades é o tema do próximo Cépticos com Vox, para o qual contaremos com a presença de Rui Tavares como nosso convidado. Rui Tavares é doutorado em História e Civilização e, no papel de eurodeputado, foi membro da Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos e da Subcomissão dos Direitos do Homem.

Marcamos encontro sábado, 21 de Fevereiro, às 16 horas, no Vox Café n’A Voz do Operário, em Lisboa.

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